Paty Maionese's Portfólio











{Maio 17, 2010}   Diferentes tipos de práticas

Práticas Randômicas

 Na prática randômica um indivíduo pratica diversas atividades em uma única sessão.

Schmidt & Wrisberg (2001, p. 247) definem que prática randômica é a “seqüência prática na qual os indivíduos realizam uma variedade de diferentes tarefas sem ordem específica, assim evitando, ou minimizando, repetições consecutivas de qualquer tarefa única”. As tarefas, portanto, são alternadas constantemente. (Habilidades motoras e tipos de prática: Uma reflexão visando o aprimoramento e conscientização do movimento na prática pianística).

Práticas em Blocos

Na prática em Blocos, primeiro é praticada uma variação da tarefa, para posteriormente começar uma segunda tarefa (SHEA e MORGAN, 1979).

A prática em blocos é utilizada por indivíduos que treinam de forma repetida uma mesma tarefa. “Esse procedimento traz uma vantagem de se poder analisar os resultados da tentativa recém executada e tentar aproveitar essa avaliação na melhoria do desempenho na tentativa seguinte”. (TEIXEIRA, 2004). (Ana Cristina Arantes – FEUSP – Aprendizagem Motora)

 

Feedback

Para SCHMIDT (1993) e FRANCO (2002) o feedback pode ser dividido em intrínseco e extrínseco.

Feedback Intrínseco

Segundo SCHMIDT (1993) é a informação fornecida como uma conseqüência natural da realização de uma ação. Todos os aspectos dos movimentos intrínsecos à tarefa podem ser percebidos mais ou menos diretamente, sem métodos ou aparelhos, ou seja, através dos órgãos sensoriais e proprioceptivos.

Feedback Extrínseco

 SCHMIDT (1993) afirma que este tipo de feedback é constituído por informação do resultado medido da performance, que é a resposta informada ao executante por algum meio artificial, seja verbal, visual ou sonoro. Deste modo, o feedback extrínseco é fornecido após o feedback intrínseco.

Tem como característica a suplementação da informação naturalmente disponível (feedback intrínseco) e, o mais importante, este feedback é “a informação sobre a qual o técnico ou instrutor tem controle”. Portanto, este deve levar em conta quando deve apresentá-lo, de que forma e, até mesmo se deve ser apresentado para influenciar na aprendizagem.

Ainda dentro deste tipo de feedback pode-se subdividi-lo em dois tipos particulares de informação: “Conhecimento de Resultado” e “Conhecimento de Performance”.

 O feedback extrínseco pode ser de dois tipos: aquele relacionado com a própria realização – conhecimento da execução ou da performance; e o relacionado com o resultado obtido – conhecimento de resultado (PÉREZ; BAÑUELOS, 1997).

 

Capacidade Coordenativa

Capacidades Coordenativas são fundamentais não só a nível desportivo como no processo educativo da criança. O seu treino é uma forma de qualquer pessoa aperfeiçoar o seu desempenho motor e o seu desempenho cognitivo e com isso o seu bem-estar, pois, a coordenação está presente em todas as atividades diárias. As capacidades coordenativas se exploradas e trabalhadas convenientemente permitem processar informação de forma mais complexa e especializada melhorando o repertório motor, permitindo uma resposta mais rápida e com um menor dispêndio energético. (Joaquim Carvalho, Luis Assunção e Valter Pinheiro – A importância do treino das capacidades coordenativas – Revista Digital – Buenos Aires – Ano 14 – Nº 132 – Maio de 2009).

Estímulos auditivos e Visuais

Para muitos, se não a maioria, das habilidades motoras a visão representa o sistema sensorial predominante. Ela ocorre quando o olho recebe raios luminosos que foram refletidos por objetos que estão no campo visual. Quando os raios luminosos atingem os olhos, eles são refratados ao passar através da córnea, o humor aquoso, pupila, cristalino e humor vítreo, antes que a imagem alcance a retina.

A audição ocorre quando ondas sonoras vibrantes penetram nos ouvidos e, através de um processo complexo, são transformados em sinais neurônicos enviados ao cérebro para processamento. Ondas sonoras audíveis viajam a partir de sua fonte até a parte externar dos ouvidos de uma pessoa. (Joaquim Carvalho, Luis Assunção e Valter Pinheiro – A importância do treino das capacidades coordenativas – Revista Digital – Buenos Aires – Ano 14 – Nº 132 – Maio de 2009).

Demonstração para aprendizagem

Os métodos mais populares para transmitir informações a cerca da meta e da seqüência apropriada para ação são as instruções verbais e a demonstração (NEWELL , 1981). De acordo com SCHMIDT (1991), O professor deve suplementar as instruções verbais com a demonstração (modelo), videoteipe, filme ou fotografia da ação aprendida.

Esse autor indica ainda que se deve alternar curtos períodos de prática com demonstrações, permitindo descanso enquanto nova informação é enfatizada a partir do modelo. A demonstração facilitada à introdução, pois dizer simplesmente “faça isso” e em seguida demonstra, minimiza instruções complexas.

Para Magill (1989), a aprendizagem de qualquer habilidade motora pode ser facilitada desde que o modelo contenha toda informação que é critica para a execução dessa mesma habilidade, é importante determinar se somente informação visual será fornecida ou se outras informações sensoriais serão também dadas.

Bandura (1969, 1977), também conhecida como aprendizagem social. De acordo com Bandura, quatro subprocessos, governam a aprendizagem pela observação de um modelo. O primeiro processo é a atenção que determina o que é observado e qual informação é extraída da ação do modelo. O segundo subprocesso diz respeito à retenção, que envolvem transformar e reestruturar o que é observado em códigos simbólicos que são armazenados na sua memória como modelos internos de ação. O Terceiro subprocesso é o de reprodução do comportamento, que envolve a passagem da representação na memória da ação modelada para ação física. Finalmente, o quarto subprocesso é o da motivação e envolve o incentivo ou motivo para “performance” da ação modelada. (Maria Geórgia Marques Tonello e Ana Maria Pellegrini – A utilização da demonstração para aprendizagem de habilidades motoras em aulas de educação física - Revista Paulista de Educação Física. São Paulo, 12(2): 107-14, jul./dez.1998)

 Quantidade de práticas que pode atrapalhar na aprendizagem

O SN tem duas funções básicas: a manutenção da homeostase do organismo e a emissão de comportamentos. Estes são resultados da interação dos fatores genéticos com o ambiente, sofrendo modificações constantes, as quais resultam dos processos neurobiológicos que definem a aprendizagem. O aprendizado e a memória são divididos em dois tipos: o declarativo (explícito) e não declarativo (implícito). Esses dois tipos de aprendizado apresentam características, estruturas anatômicas e maneiras de aquisição distintas. O objetivo deste artigo é mostrar as diferenças entre os tipos de aprendizado e memória, enfocando o aprendizado motor. (Aprendizagem e Memória – Contexto Motor – Revista de Neurociências 9(3): 103-110, 2001).

Referências Bibliográficas

 

Felipe Moretti Rodrigues; Maria Bernadete Castelan Povoas – Habilidades motoras e tipos de prática: Uma reflexão visando o aprimoramento e conscientização do movimento na prática pianística.

http://www.ceart.udesc.br/revista_dapesquisa/volume3/numero1/musica/felipe bernardete.pdf

Ana Cristina Arantes – FEUSP – Aprendizagem Motora: (texto escrito com a colaboração do Prof. Carlos Uignivich)

http://anacrisarantes.pro.br/trabalhos/aprendizagem%20motora.pdf

Prof. Ms. Fábio Aires da Cunha – Feedback como instrumento pedagógico em aulas de Educação Física – Revista Digital – Buenos Aires – Ano 9 – N° 66 – Novembro de 2003

http://www.efdeportes.com/efd66/feedb.htm

 

Joaquim Carvalho, Luis Assunção e Valter Pinheiro – A importância do treino das capacidades coordenativas – Revista Digital – Buenos Aires – Ano 14 – Nº 132 – Maio de 2009.

http://www.efdeportes.com/efd132/treino-das-capacidades-coordenativas.htm

(Maria Geórgia Marques Tonello e Ana Maria Pellegrini – A utilização da demonstração para aprendizagem de habilidades motoras em aulas de educação física - Revista Paulista de Educação Física. São Paulo, 12(2): 107-14, jul./dez.1998)

Aprendizagem e Memória – Contexto Motor – Revista de Neurociências 9(3): 103-110 – 2001.

http://www.revistaneurociencias.com.br/edicoes/2001/RN%2009%2003/Pages%20from%20RN%2009%2003-4.pdf

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